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domingo, 1 de setembro de 2013

Escritores na Cozinha... com Rita Vilela

Sobremesa de abacate

Escolhi para responder a este desafio uma receita muito usada pela raça verdi do meu livro "As 7 Cores de Oníris".

Ingredientes, por pessoa:

  • Meio abacate, bem maduro (e guardado no frio)
  • Um yogurte natural
  • Açúcar a gosto

Reduz-se a polpa a pasta com a ajuda de um garfo, adiciona-se o iogurte e o açúcar e mexe-se bem. Enfeita-se com amêndoa lascada e... está pronto a comer.

No território verdi, os abacates são deixados à noite ao relento, ou são mergulhados no rio, para os arrefecer e, em vez de açúçar, é usada a seiva de "suiji", uma flor nativa do território, de cores vibrantes.

Mas, se quiserem saber mais sobre Oníris e a sua comida podem espreitar aqui: http://7oniris.blogspot.pt/

Rita Vilela

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Escritores na Cozinha... com Margarida Fonseca Santos

Doce de ginja da Tia Nininha
Nem toda a gente pode dizer que herdou, de uma tia que está prestes a fazer 100 anos e que tem uma cabeça melhor que a nossa, uma receita especial. É o meu caso. Pois aqui vai!

Ingredientes:

  • Ginjas (as que se quiserem, ou conseguirem arranjar, vários quilos)
  • 2/3 do peso das ginjas (ainda com caroço) em açúcar (pode ser ¾, para os mais gulosos)

Preparação:
Com a ajuda de um descaroçador, pois sem isso é uma trabalheira desmedida, retiram-se os caroços às ginjas. Põem-se numa taça e envolvem-se no açúcar. Começa logo a aparecer líquido, mas deve deixar-se a repousar de um dia para o outro no frigorífico.
No dia seguinte, preparem-se para estar muitas horas com a panela ao lume… A ideia é ir testando num prato a textura do doce, que deve passar de rosado líquido a um tom mais escuro e caramelizado, mas peganhento. São mesmo muitas horas, em que se vai mexendo de vez em quando e esperando. Não rende muito, ou seja, 3 quilos de ginjas equivalem a dois frascos gordinhos de doce, mas vale a pena.




Escrita em dia 
Este é um livro para quem quer escrever mais, seja para publicar num blogue, para si apenas ou para publicar, ou para quem quer sair dos seus trilhos de escrita. A ideia consiste em levá-lo durante 40 semanas a melhorar e redescobrir a sua voz ao escrever. Cada semana tem dois exercícios, um mais para nos retirar da zona de conforto, outro mais para trabalhar o nosso modo de contar.
O resultado é surpreendente! Aos poucos, começamos a ter mais ferramentas e caminhos para avançar, mais capacidade de corrigir os textos com um propósito, mais consciência de como se conta uma história, passando pela construção de personagens e enredos. Experimentem, acho que vão gostar!

Margarida Fonseca Santos 
www.margaridafs.net

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Escritores na Cozinha com... Sara Farinha


Pudim de Leite Condensado

Apreciadora do convívio à volta da mesa, adoro as oportunidades de cozinhar para aqueles que me são próximos. Fã de experimentar, de tentar receitas simples ou elaboradas, sinto um prazer especial quando a ocasião é de comemoração comensal.
Com algumas experiências falhadas na cozinha (como adoro estragar uma sopa), e outras coisas que não lhes toco nem com uma vara (coelho escanzelado com olhos fora das órbitas), há alguns pratos que fazem parte do meu repertório. Este é um deles, uma sobremesa docíssima para os aficionados do açúcar, cujo resultado é sempre garantido.

Ingredientes:
1 Lata de leite condensado
200 ml (+/-) de leite de vaca gordo
1 Ovo
1 colher de sopa de essência de baunilha
Caramelo líquido q.b.

Mãos à obra:
No liquidificador junta-se o leite condensado, a mesma quantidade de leite de vaca (pode usar a lata vazia como medida), o ovo e a essência de baunilha. Misture tudo muito bem e transfira o preparado para uma forma, previamente caramelizada.
Pré-aqueça o forno e coloque a mistura a cozer em banho-maria, a aproximadamente 180º, durante 60 minutos. Deixe arrefecer antes de desenformar e, se quiser, regue com caramelo líquido.
Para aqueles que, como eu, são viciados num pudim. Espero que gostem!


Os meus escritos:

‘Percepção, uma estranha realidade’ (2011), o meu primeiro romance publicado.

‘Entre o Sono e o Sonho’ (2012 e 2013), dois poemas na maior Antologia Poética Contemporânea Portuguesa.

Vários Contos, histórias e afins.

Toda a informação disponível em http://sarinhafarinha.wordpress.com

Sara Farinha

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Escritores na Cozinha... com Eduardo Pires Coelho


Salada Divina
Sempre que tenho convidados em casa, não resisto a fazer uma salada. Não se trata de uma salada qualquer! É uma fusão de sabores e de cores, que não deixa ninguém indiferente.

Os tomates são o início e a base de tudo! É importante contar com diversas variedades e eu acabo por favorecer o “tomate cherry”, tomate de rama, "tomate chuxa” e, de quando em quando, junto também ”tomate raf”. Os grandes devem ser cortados em fatias bastante finas e os mais pequenos em metades ou quartos. A seguir, junto azeitonas pretas (de preferência, sem caroço), que introduzem um toque salgado e uma cor escura. Depois, misturo algumas folhas de rúcula selvagem (não muitas), mas o verdadeiro segredo são as ervas aromáticas! Os orégãos têm que estar omnipresentes (para mim, nunca são demais), temperados depois com uma mão cheia de coentros, manjericão, cebolinho e uma pitada de salsa – tudo cortado em mil pedaços (manjericão sempre à mão). Coloque sal a gosto!


A última fase assenta em dois complementos. Primeiro, o queijo feta, normalmente esfarelado, que acrescenta um leve toque branco, contrabalançando o vermelho dos tomates, o preto das azeitonas e o verde das ervas e da rúcula. Em segundo lugar, gosto sempre de juntar pequenos pedaços de maçã (cortada em quadradinhos), o que dá um sabor mais fresco e adocicado a todo o conjunto. Para terminar, só falta mesmo juntar um bom azeite português e um fio de vinagre balsâmico. Não deixe de misturar a salada, antes de servir à mesa. Complementa qualquer prato ou, pode ser que, seja mesmo o ponto alto da refeição!

O Segredo da Flor do Mar
“O Segredo da Flor do Mar” foi publicado em Portugal em 2011 (Esfera do Caos) e saiu recentemente no Brasil (Primavera Editorial). O livro leva-nos a fazer uma viagem à
descoberta da presença portuguesa no Extremo Oriente, em especial no Estreito de Malaca. Foi naquele local que naufragou o navio almirante de D. Afonso de Albuquerque em finais de 1511, quando regressava a Goa, com o saque da conquista de Malaca. Durante os últimos cinco séculos, centenas de expedições tentaram encontrar os destroços da nau portuguesa, mas sem qualquer sucesso! A ‘Flor do Mar’ tem fascinado caçadores de tesouros de todo o mundo e, segundo especialistas, os seus despojos estão avaliados em milhões de dólares….

Filipe Silva trabalha no mercado financeiro em Boston, mas o destino leva-o a prosseguir as investigações do seu pai sobre a ‘Flor do Mar’ e a vida de D. Rodrigo de Mascarenhas. Passado em Singapura, Malásia, Peru, Estados Unidos, Brasil e Portugal nos dias de hoje, o livro transporta-nos igualmente para os finais do século XVI e inícios do século XVII. ‘O Segredo da Flor do Mar’ conta-nos a história de um proeminente nobre português de Malaca que combateu os piratas dos Mares do Sul, viveu os encontros e desencontros com os sultanatos islâmicos de Johor e do Achém para depois assistir à chegada avassaladora da armada holandesa ao Oriente.

Eduardo Pires Coelho

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Escritores na Cozinha... com Cláudia Santos


Frango em molho de cebola, com arroz de agriões e tomate no formo

Esta é uma refeição muito apreciada cá por casa.

O frango, aprendi a fazer com a minha cunhada Fátima. Os tomates são inspiração dos muitos minutos a observar o Jamie Oliver na televisão. O arroz é uma herança da minha avó. É, portanto, uma mistura de influências, um reflexo de quem sou.

Frango em molho de cebola:
Numa travessa, colocar as pernas de frango. Deitar por cima a sopa de cebola e regar abundantemente com água. Levar ao forno (200º durante 40 minutos). Deixar a pele tostar para ficarem mais saborosas.


Arroz de agriões:
Num tacho refogar cebola picada com azeite. Uma vez a cebola amolecida, juntar cenoura cortada aos quadradinhos e os agriões. Envolver e deixar refogar em lume brando. Assim que a cebola começar a ganhar cor e a cenoura e os agriões comecem a ficar amolecidos, juntar o arroz e envolver deixando refogar por uns instantes. Juntar água e sal qb. e deixar cozer em lume brando durante 15 minutos.

Tomate no forno:
Lavar bem os tomates e retirar a parte de cima, por forma a absorver mais tempero. Numa travessa colocar os tomates, temperar com sal fino, alho picado miudinho e óregãos. Regar generosamente com azeite. Levar ao forno (c.200ª durante 30 minutos). Para evitar que faça fumo, tape, sem fechar a travessa com papel de alumínio.

Para nós…uma delícia.

Para acompanhar, nesta altura do ano, sugiro uns belos morangos e um bom vinho tinto. 

Livro “A Chave”

Sinopse
Maria do Carmo Ferreira depara-se, acidentalmente, com um trabalho de investigação
histórica que a leva a viver um delicado enredo familiar e a acordar a sua consciência para uma realidade oposta à sua vida rotineira e confortável. Quando Letícia lhe diz "as coisas estão prestes a mudar. A Maria do Carmo está a viver um momento de esclarecimento. Não se esqueça que o mundo que pensamos que existe pode não ser bem aquilo que de facto é" e depois lhe pergunta "tem a certeza de que está acordada? Tem a certeza de que o seu sonho é mesmo um sonho?" Maria do Carmo sente a sua existência tremer e as suas certezas transformarem-se em dúvidas. A evolução da investigação histórica e a procura de uma resposta para os pesadelos que a atormentam todas as noites, transportam Maria do Carmo para uma viagem de descoberta e de esclarecimento sobre a sua própria existência, que lhe irá revelar uma realidade, para si, impensável.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Escritores na Cozinha... com Carla M. Soares

Quiche do mar


(quiche de salmão com camarão e búzios)

Na cozinha sou uma pessoa muito prática e que costuma sempre aproveitar as sobras. Muitas vezes sobras significam quiches! A minha filha diz que são as melhores do mundo, mas é suspeita. Esta quiche també me serve ara aproveitar o que sobrou de uma patuscada de fim de semana, camarão e búzio cozido. Ficou deliciosa, e é tão boa para o jantar, com uma salada e batatas fritas, como para um snack rapidinho, bem fria.
Devo avisar que cozinho “a olho”, por isso as quantidades são aproximadas. Costumam dpender do que tenho no frigorífico.
Ingredientes:
  • Uma embalagem de massa quebrada (eu uso a daquele supermercado que fez uma certa campanha no ano passado...)
  • Um filete de salmão (pode ser congelado, claro)
  • Camarão cozido (usei uns 10 ou 15 camarões médios)
  • Buzio cozido (varia com o tamanho, mas uma pequena quantidade é suficiente)
  • Espinafres em folha (frescos, a gosto)
  • Cebola picada (uma mão mal cheia, e a minha não é grande)
  • Bacon (também uma mão mal cheia)
  • Cogumelos em fatias (usei frescos, apenas dois de bom tamanho, mas também podem ser de lata)
  • Dois ovos
  • Uma embalagem de natas magras (200 ml)
  • Uma embalagem de molho bechamel (mesma quantidade)
  • Um pouco de queijo ralado, daqueles para pizza (a gosto)
  • Uma pitada de pimenta preta e alho em pó
Preparação:
Para a massa, siga as instruções da embalagem, tire-a para fora do frigorifico pelo menos 15 minutos antes de usar e ligue o forno quando começar a preparar. Eu faço tal qual como eles mandam e ainda não me dei mal.
Nesses 15 minutos, coza o salmão (eu cozi-o dentro da embalagem de plástico durante 2 ou 3 minutos no micro-ondas, não tenho paciência para sujar mais tachos) e desfaça-o em lascas. Descasque o camarão e retire os búzios da casca (eu lavo os búzios, às vezes estão viscosos, blagh...) e corte tudo em pedaços. Grandes ou pequenos, é consigo, mas os búzios “notam-se” na quiche se estiverem grandes. Corte um pouco os espinafres, pique a cebola e o bacon, corte os cogumelos em quatro e depois em fatias.
Estenda a massa numa tarteira, usando o papel vegetal que vem com a embalagem, e pique-a com um garfo. Deite tudo o que cortou, picou e desfez lá para dentro. Sim, tudo à molhada, e o queijo.
Numa tigela, misture os ovos com as natas e o bechamel e tempere com a pimenta e um pouco de alho em pó. Estes dois ingredientes são opcionais, se não gostar, é deixar de fora. Deite a mistura para cima... da outra mistura, e.... misture tudo muito bem, para ficar bem distribuitdo e uniforme. Dobre as pontas da massa para dar aspecto de quiche a sério, e corte o excesso de papel.
Ponha no forno, a meio, durante uns 25 minutos, mas vá vigiando. Queimada não presta, já experimentei, mas no ponto, hmmmm...

Alma Rebelde
Alma Rebelde não foi o primeiro livro que escrevi. Antes dele, a abrir caminho, estiveram vários romances de fantasia, que provavelmente nunca verão a luz do dia. Mas foi o
primeiro romance de época em que me aventurei e o primeiro que, depois de completo, me atrevi a enviar às editoras. Teve sorte, ou virtude suficiente para agradar à Porto Editora e para, muito tempo depois da aprovação, ser lançado num 25 de Abril de chuva torrencial. 
É uma história simples de uma jovem do século XIX, insatisfeita com as limitações do seu tempo, atirada país fora numa viagem indesejada para um local desconhecido, e a quem a vida acaba por preparar belas surpresas. Uma delas, a principal, é Santiago, o noivo impulsivo. Fala de amor, claro, mas também de laços familiares, dos valores da época, do desejo de ser mais e fazer mais, de crescimento pessoal. E é uma aventura, a que leva a nossa heroína para longe de Lisboa, e depois para longe do país...
Passado um ano da sua publicação, posso apenas esperar que a sua leitura tenha proporcionado o mesmo prazer com que foi escrito, como digo sempre, um prazer simples, doce, um pouco melancólico, talvez. E que tenha deixado um gostinho para a leitura de outros livros que, quem sabe, talvez venha a publicar.
Carla M. Soares

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Escritores na Cozinha... com Luísa Fortes da Cunha


Tarte de maçã
Ingredientes:
125 de margarina
125 de açúcar
125 de farinha
2 ovos
6 maçãs
Mistura-se a margarina com o açúcar, depois juntam-se as gemas. Depois adiciona-se as claras em castelo e por fim a farinha.
Espalha-se o preparado numa forma untada e forra-se a massa com meias luas de maçã.
Vai ao forno.


Teodora e o Segredo do Templo
No último encontro anual, o Mago Saramago deixou Teodora, Alex e Gil com uma frase não só enigmática mas também assustadora: “o fim do mundo pode estar próximo…” Agora, com a ajuda dos pratos de ouro e do código Ottendorf, os três amigos vão partir numa perigosa missão em busca dos segredos mais bem guardados da civilização maia. Mas atenção: a malvada Pooka e os seus servos não deixarão de estar à espreita, aguardando o momento certo para pôr à prova a inteligência, a coragem e a perseverança dos nossos heróis. Nesta nova incursão pelo Mundo Paralelo esperam-te mistérios, magia e aventuras de cortar a respiração.

Luísa Fortes da Cunha


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Escritores na Cozinha... com Casimiro Teixeira


Bolo de bacalhau
Há alguns anos atrás, descobri, pelo mero feliz acaso de me perder de propósito por
estradas desconhecidas, um restaurante de pé de estrada, nos arrabaldes de Aljezur, onde experimentei este prato tão simples, pelo qual me apaixonei, recriando-o depois em casa, vezes e vezes sem conta. Chamei-lhe "bolo de bacalhau", e, creio que é a sua simplicidade que o torna tão bom. É quase um hino à maravilhosa gastronomia alentejana, simples, simples, como tudo aquilo que é bom deve de ser: Bacalhau cozido, desfiado e sem espinhas, uma boa broa de milho, esmigalhada e embebida em azeite, espinafres escalfados, muitos coentros, muito alho, e já está. As porções são q.b. ao gosto de cada um, eu particularmente, abuso sempre um pouco nos coentros, pois viciei-me neste sabor. 

A preparação ocupa o seu tempo, mas vale bem a pena. Numa frigideira larga misturam-se os ingredientes com calma, mexendo sempre para não pegar ao fundo. Um bocadinho disto
um bocadinho daquilo, e aos poucos vai nascendo uma espécie de "roupa-velha" alentejana, pois o natal é quando um homem quiser e os apetites para aí puxarem. Não sejam tímidos com o azeite, de outro modo, isto ficará seco como as planícies alentejanas, garanto-vos, e o objectivo é ficar sedoso e húmido. Uma vez pronto, coloquem o preparado numa forma, (serve um "tupperware" redondo e côncavo) e virem-no para um prato. Voilá! É um deslumbre na boca.


Que Alguém Saiba que és um Homem
Prefácio por Luís Ferreira (Alcochete Jan/2013)

“A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.
Fernando Pessoa”

Nunca a citação inicial foi tão verdadeira para classificar uma obra, e, só por si, preencheria toda a nota de prefácio.

Ao longo da minha vida, e penso ser comum a muitos escritores, sempre procurei saber do por quê das minhas diversas reacções, dos meus sentimentos, da forma de agir, do que penso, do que faço e porque o faço. Dou por mim a meditar sobre tudo e mais alguma coisa, a deixar fluir essas reflexões sobre a forma de poesia e prosa.
É no repouso das palavras sobre o papel, que ansiosamente cumpro a ilusão de transmitir a autenticidade dos meus estados de alma, das minhas divagações, das minhas múltiplas vivências encarnadas num “eu” poético que se liberta e procura transmitir numa linguagem carregada de simbolismos tudo aquilo que me vai na alma.
Ao agarrar na obra “Que alguém saiba que és um Homem” de Casimiro Teixeira, encontro a fórmula gémea do que sinto e do que penso, um registo poético impetuoso, mesurado por um olhar cheio de sentimento consoante a respiração do momento, que através de uma poesia desprovida de métrica, entrega ao leitor todo um conjunto de confidências, de mensagens fortes, vivas e palpitantes, como se de um grito silencioso de alguém com sangue quente a correr nas veias alertasse para um espaço próprio e único, onde se move.
“Tenho sonhos doentes, que só a alma sente, anseios pisados, que por serem meus, assim os aturo.”, abre assim o primeiro poema da obra poética do nosso autor, um livro que completa uma teia poética que prende a leitura, onde o amor perfeito e imperfeito, correspondido e sofrido, do passado e presente, as memórias e o sentimento evoluem até à expiração humana de sermos melhores no tempo futuro, apesar de todos os medos que possam ai habitar.
Uma espiral de sensações que saciam a sede de quem lê. Um conjunto de afirmações e até provocações de uma alma pensante, que vive, que sente e no labirinto da vida onde se encontra como qualquer um de nós, demonstra por vezes a sua revolta, as suas dúvidas, o seu amor, afirmando a todos a sua verdadeira natureza e identidade.
“Que alguém saiba que és um Homem”, é muito mais que um livro de poesia, é uma obra que não deve ser apenas lida, porque as palavras que tacteiam os poemas através da carga simbólica a elas associada e que transportam para “momentos únicos” do nosso autor, devem ser meditadas, reflectidas e verdadeiramente sentidas.



Casimiro Teixeira

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Lurdes Breda



Arroz doce



1,5 l de água
500 g de arroz
400 g de açúcar
1 l de leite
1 pitada de sal
2 embalagens de pudim flan “El Mandarin”
Casca de 1 limão médio
Canela para polvilhar

Coloca-se a água a ferver e junta-se o arroz. Tempera-se com sal e acrescentam-se as cascas do limão. Quando a água estiver quase toda introduzida no arroz, junta-se ¾ l do leite e no leite restante dissolve-se o pudim e o açúcar. Logo que o leite esteja incorporado no arroz, mete-se o restante leite com a mistura do pudim e do açúcar. Ferve uns minutos para engrossar e retira-se do lume, ainda com algum líquido por evaporar, pois quando arrefecer ficará mais húmido. Tiram-se as cascas do limão e o arroz pode colocar-se em pratinhos individuais ou numa travessa. Quando estiver morno polvilha-se com canela a gosto e está pronto a servir.

O Livro sem Letras

O livro sem letras permanecia num cantinho da montra, sem histórias do arco-da-velha, nem personagens mirabolantes. Nem tampouco ângulos retos, circunferências e números até ao infinito, ou sequer um céu de verão e papoilas por entre os campos. O livro sem letras só conhecia a menina Carminho, uma senhora de cabelos brancos, como as avós, e o Tomás, um gato tigrado e bisbilhoteiro. Mas, um dia, apareceu a Beatriz e…

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Clara Correia



Rapidinho


(é muitíssimo rápido de fazer)

Ingredientes: 
4 iogurtes naturais sem açucar
2 limões (só o sumo)
1 lata de leite condensado

Preparação:
Misturam-se e batem-se com a varinha mágica todos os ingredientes; coloca-se no frigorífico 2/3 horas e serve-se com ou sem decoração de frutas.
É uma sobremesa agradável para miúdos e graúdos, com um sabor simples mas interessante que junta a acidez do limão ao doce do leite condensado. Convém consumir no próprio dia para evitar que o sumo dos limões assente no fundo.

E os livros
Títulos já publicados: 
"Segredos da Praia das Camarinhas" - Preso à Vida pelo fio do Medo! (romance-thriller), 2012, Pastelaria Estúdios Editora (comentado em "O tempo entre os meus livros", entre outros blogs)... participação como co-autora em colectâneas: "Ocultos Buracos" - Terror/Insólito - 2012, Pastelaria Estúdios Editora ... "Beijos de Bicos" - Histórias de Amor - 2013, Pastelaria Estúdios Editora ... "Entre o Sono e o Sonho" - Antologia de Poesia - 2013, Chiado Editora ... 

Brevemente: 
"Poesia sem Gavetas" - Antologia de Poesia - 2013, Pastelaria Estúdios Editora ... colectânea "7 Pecados Mortais" - 2013, Pastelaria Estúdios Editora... 

Em preparação (a editar até ao fim de 2013): 
"Teias movediças" - Apanhada nas teias do Passado, movediças como areias! (2º romance-thriller).

Clara Correia

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Patrícia Reis



Lasanha de legumes
Não um excesso de legumes, um caldo que se anula em sabores diversos, mas com a suavidade da cenoura, do alho francês, das courgettes. Tudo começa com o corte dos legumes, estufados em azeite da terra da minha mãe, azeite de Moura, em lume brando. Depois de tudo cozinhado - com pouco sal, por não ter mão certa para o sal - coloca-se no pirex as placas da lasanha. Não perco o tempo de fazer a minha massa, como deveria ser, compro placas de lasanha já feitas. E vou fazendo camadas de legumes cozinhados, intervalando com as placas. Depois, por não ser coerente, faço o molho branco: manteiga com noz moscada, farinha e leite. Sem deixar de mexer, o molho fica pronto e gosto de o ver na mistura com a massa e com os legumes. No fim, para dar um toque de que gosto, ralo um pouco de queijo parmesão. Mais uma vez, não de pacote, gosto do gesto de ralar o queijo. Não misturo a lasanha com mais nada. Não sirvo com salada ou, se for caso, prefiro descascar duas pêras em pedaços e pequenos pedaços de parmesão temperados com pouca pimenta. Se o prato for acompanhado por um tinto do Alentejo, a refeição está garantida. Os miúdos odeiam:)

Contracorpo é um livro sobre a identidade. Quando nos tornamos mães perdemos o nome. O médico, a enfermeira, a senhora na escola responsável pela cantina têm um rótulo que nos assenta: a mãe. E ficamos assim, a medir porções de pó e de papa, a verificar se as bolachas têm gluten, se as crianças já podem experimentar isto ou aquilo. Ou então, seguimos a tradição: rabo no chão, pão na mão. Seja como for, uma coisa é certa: a cozinha muda com a entrada de uma criança - ou várias - na nossa vida. Contracorpo não é sobre nada disto. É um livro sobre uma mãe e um adolescente que procuram entender-se ao mesmo tempo que encontram a identidade respectiva. Tudo isto se passa em silêncio e, quando comem, é o que há e é mais barato: frango, massa, pão, coisas sem história. A história, aquela que importa, está neles e apenas neles.

Patrícia Reis

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Célia Loureiro


Nova tradição numa simples tarte de limão…


A primeira tarte de limão “merengada” que fiz, foi há cerca de seis ou sete anos. A gulosice sempre me empurrou para o caminho (fácil) de inserir “bolo de” ou “tarte de” no Google.pt. Foi assim que aprendi a fazer arroz de pato ou bacalhau com natas. Foi assim que compreendi ainda os meandros básicos da química por detrás de um bolo, os truques que ajudam a ligar bem os ingredientes e a respeitar as matemáticas subentendidas a uns ovos bem batidos em castelo. Essa primeira tarte de limão sofreu o flagelo de uma base miserável. Além de queimada estava sobrecarregada de farinha – não tinha aquele travozinho agradável do amanteigado – e o lençol de claras de que se cobre havia abatido por completo. Desisti desse doce durante muitos anos.

Anos mais tarde voltei a sentir o chamamento da doçura do leite condensado desafiada pela acidez do limão (ou da lima, a da fotografia foi, excepcionalmente, de lima). Apresentei-a às minhas primas, num qualquer aniversário, quando não havia sequer tradição de nos juntarmos amiúde num sábado à tarde.

Entretanto veio o aniversário seguinte, e a prima que se apaixonou pela tarte teve direito a mais uma aparição deste doce que, com uma base de bolachas maria em margarina, não mais saiu mal. Num qualquer sábado pouco propício a passeios já fomos nós – avó e três netas, das quais eu sou a mais velha e a mais pequena tem sete anos – rua acima à casa da prima e dos tios, octogenários, de tarte de limão em punho. Saquetas de chá na mesa, água a ferver, pires e canecas a aguardar outro fim de tarde. Novos e velhos ali juntos, à volta da tarte de limão. As fatias a repetirem-se, a promessa de que, no novo encontro, lá estará.

E quando dei por mim, em qualquer evento familiar – aniversário do avô, dos irmãos, Páscoa, festejos pontuais ou mesmo a simples gula de fim-de-semana ocioso – lá está a tarte de limão. Lá esmago bolachas. Lá misturo gemas, leite condensado, sumo e raspas de limão. Lá bato claras um bocadinho para além do castelo, para que fiquem firmes e permitam desenhar, precisamente, castelos sobre a massa e o recheio.

A tríade de bolacha em manteiga escura, a esbater para o amarelo vivo do recheio, para o branco puríssimo das claras batidas tem aproximado a família. Tem-nos permitido, sob o seu pretexto, passar algum tempo juntos. Reencontrarmo-nos nesses serões. Sermos um bocadinho mais do que aquilo que já sabíamos que éramos uns para os outro. Nestes tempos difíceis, sabe bem encontrar alguma doçura na acidez do limão.

Ingredientes:
2 ovos
1 pacote e meio de bolachas maria – podem ter torradas/aveia
1 lata de leite condensado (costumo usar magro, para ser menos enjoativo)
1 limão – sumo e raspa
Margarina q.b.

Massa:
Com a ajuda do 1, 2, 3 – (eu não tenho, esmago-as à mão!) – desfazem-se as bolachas maria. Em seguida derrete-se margarina (penso que sejam necessárias cerca de 300-450 grs). e vai-se juntando às bolachas. O ponto certo das duas é quando a margarina está em quantidade suficiente para se conseguir moldar as bolachas na mão, sem que dispersem de imediato. Verte-se o preparado para atarteira e calca-se bem, para que forre o fundo homogeneamente. Leva-se ao congelador por 30 minutos para adquirir firmeza.

Recheio:
Numa tigela (as de cereais costumam ser suficientemente grandes) mistura-se a lata de leite condensado com sumo de 1 limão e 2 gemas (as claras são deixadas num recipiente à parte, para depois bater). Raspa-se a casca de 1 limão para o recipiente também. Bem misturado, este preparado é vertido sobre a massa da tarte quando esta já descansou os 30 minutos. Leva-se ao forno, previamente aquecido. Meto sempre na temperatura média do meu (não sei valor exacto) e deixo-a ali por 10 minutos, para que base e recheio cozam.

Cobertura:
Batem-se as duas claras em castelo, juntando 1 colher de sopa de açúcar quase no final, para que liguem melhor. Tirando a tarte do forno, cobre-se com esta camada de nuvens imaculadas. Leva-se novamente ao forno durante 5 minutos, para que os picos amareleçam um pouco. Toda a cobertura fica como que ligeiramente bronzeada. Ao fim destes 5 minutos retira-se a tarte do forno. Quem quiser pode ainda raspar mais casca de limão sobre a tarte.

Com lima fica muito bom também. Estou para experimentar fazê-la com laranja!

Célia Loureiro

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Fábio Ventura


Bolo de ananás invertido
Vi este bolo num episódio de "Donas de Casa Desesperadas" há uns anos e fiquei com uma tremenda vontade de experimentar uma fatia. Fiz umas pesquisas na Internet e encontrei a receita, a qual acabei por adaptar ao meu gosto. Penso que o Bolo de Ananás Invertido se adapta perfeitamente ao universo e ao espírito dos livros "Orbias" por ser tão saboroso, divertido e até um pouco exótico. Experimentem!


Ingredientes:
- 250g açúcar
- 6 ovos
- 225g farinha
- 2 colheres chá fermento
- 4 colheres sopa calda de ananás
- 1 iogurte ananás
- 1 lata de ananás
- 100g manteiga
- Caramelo

Preparação:
Antes de tudo, é necessário pré-aquecer o forno a 180º. Entretanto, bate-se o açúcar com a manteiga, previamente derretida, até obter uma pasta homogénea. De seguida, junta-se as gemas e mistura-se tudo muito bem. Depois, junta-se à mistura a farinha e o fermento e mais tarde as claras já batidas em castelo. Finalizamos a mistura com o iogurte e as 4 colheres de calda da lata de ananás. Para facilitar, usem uma batedeira para misturar todos os ingredientes.
O próximo passo é barrar a forma dos bolos com o caramelo (eu costumo usar o caramelo que se vende em garrafinhas, mas podem fazer o vosso próprio caramelo). Depois, forra-se com as rodelas de ananás, cobrindo quase toda a forma.
Verte-se a massa para a forma e leva-se ao forno pré-aquecido durante cerca de 45-55 minutos (depende dos fornos, convém ficarem atentos).


Enjoy!
Fábio Ventura