Quiche do mar
(quiche
de salmão com camarão e búzios)
Na cozinha sou uma
pessoa muito prática e que costuma sempre aproveitar as sobras.
Muitas vezes sobras significam quiches! A minha
filha diz que são as melhores do mundo, mas é suspeita. Esta quiche
també me serve ara aproveitar o que sobrou de uma patuscada de fim
de semana, camarão e búzio cozido. Ficou deliciosa, e é tão boa
para o jantar, com uma salada e batatas fritas, como para um snack
rapidinho, bem fria.
Devo avisar que
cozinho “a olho”, por isso as quantidades são aproximadas.
Costumam dpender do que tenho no frigorífico.
Ingredientes:
Uma embalagem de massa quebrada (eu uso a daquele supermercado que
fez uma certa campanha no ano passado...)
Um filete de salmão (pode ser congelado, claro)
Camarão cozido (usei uns 10 ou 15 camarões médios)
Buzio cozido (varia com o tamanho, mas uma pequena quantidade é
suficiente)
Espinafres em folha (frescos, a gosto)
Cebola picada (uma mão mal cheia, e a minha não é grande)
Bacon (também uma mão mal cheia)
Cogumelos em fatias (usei frescos, apenas dois de bom tamanho, mas
também podem ser de lata)
-
Dois ovos
Uma embalagem de natas magras (200 ml)
Uma embalagem de molho bechamel (mesma quantidade)
Um pouco de queijo ralado, daqueles para pizza (a gosto)
Uma pitada de pimenta preta e alho em pó
Preparação:
Para a massa, siga as
instruções da embalagem, tire-a para fora do frigorifico pelo menos
15 minutos antes de usar e ligue o forno quando começar a preparar.
Eu faço tal qual como eles mandam e ainda não me dei mal.
Nesses 15 minutos,
coza o salmão (eu cozi-o dentro da embalagem de plástico durante 2
ou 3 minutos no micro-ondas, não tenho paciência para sujar mais
tachos) e desfaça-o em lascas. Descasque o camarão e retire os
búzios da casca (eu lavo os búzios, às vezes estão viscosos,
blagh...) e corte tudo em pedaços. Grandes ou pequenos, é consigo,
mas os búzios “notam-se” na quiche se estiverem grandes. Corte
um pouco os espinafres, pique a cebola e o bacon, corte os cogumelos
em quatro e depois em fatias.
Estenda a massa numa
tarteira, usando o papel vegetal que vem com a embalagem, e pique-a
com um garfo. Deite tudo o que cortou, picou e desfez lá para
dentro. Sim, tudo à molhada, e o queijo.
Numa tigela, misture
os ovos com as natas e o bechamel e tempere com a pimenta e um pouco
de alho em pó. Estes dois ingredientes são opcionais, se não
gostar, é deixar de fora. Deite a mistura para cima... da outra
mistura, e.... misture tudo muito bem, para ficar bem distribuitdo e
uniforme. Dobre as pontas da massa para dar aspecto de quiche a
sério, e corte o excesso de papel.
Ponha no forno, a
meio, durante uns 25 minutos, mas vá vigiando. Queimada não presta,
já experimentei, mas no ponto, hmmmm...
Alma Rebelde
Alma Rebelde não foi o primeiro livro que escrevi. Antes dele, a abrir caminho, estiveram vários romances de fantasia, que provavelmente nunca verão a luz do dia. Mas foi o
primeiro romance de época em que me aventurei e o primeiro que, depois de completo, me atrevi a enviar às editoras. Teve sorte, ou virtude suficiente para agradar à Porto Editora e para, muito tempo depois da aprovação, ser lançado num 25 de Abril de chuva torrencial.
É uma história simples de uma jovem do século XIX, insatisfeita com as limitações do seu tempo, atirada país fora numa viagem indesejada para um local desconhecido, e a quem a vida acaba por preparar belas surpresas. Uma delas, a principal, é Santiago, o noivo impulsivo. Fala de amor, claro, mas também de laços familiares, dos valores da época, do desejo de ser mais e fazer mais, de crescimento pessoal. E é uma aventura, a que leva a nossa heroína para longe de Lisboa, e depois para longe do país...
Passado um ano da sua publicação, posso apenas esperar que a sua leitura tenha proporcionado o mesmo prazer com que foi escrito, como digo sempre, um prazer simples, doce, um pouco melancólico, talvez. E que tenha deixado um gostinho para a leitura de outros livros que, quem sabe, talvez venha a publicar.
Carla M. Soares